Muita gente acredita que a acne termina junto com a adolescência. Na prática, é comum que ela persista ou apareça pela primeira vez depois dos 25 anos, principalmente em mulheres.
O que pode contribuir para a acne adulta
A acne é uma doença inflamatória dos folículos da pele, e vários fatores podem estar envolvidos:
- predisposição genética;
- influência hormonal, que pode variar ao longo do ciclo menstrual ou em condições como a síndrome dos ovários policísticos;
- uso de cosméticos e protetores solares muito oclusivos ou oleosos;
- alguns medicamentos;
- o hábito de espremer as lesões, que aumenta a inflamação e o risco de manchas e cicatrizes.
Sobre alimentação e estresse, as evidências são menos claras do que costuma circular por aí, e o efeito varia de pessoa para pessoa. Por isso, mudanças radicais de dieta não devem substituir o tratamento.
Como é o tratamento
Não existe um tratamento único. A escolha depende do tipo de lesão (cravos, espinhas inflamadas, nódulos), da gravidade, do risco de cicatrizes e de fatores individuais, como gestação ou planejamento de engravidar. As opções incluem medicamentos de uso na pele, medicamentos por via oral em casos selecionados e cuidados com a rotina de limpeza, hidratação e proteção solar. Alguns desses medicamentos exigem acompanhamento médico e não devem ser usados sem orientação.
Espremer espinhas aumenta o risco de manchas e cicatrizes.
Quando procurar um dermatologista
- quando as lesões são dolorosas, profundas ou deixam marcas;
- quando os produtos de farmácia não trazem melhora após algumas semanas;
- quando a acne afeta a autoestima ou a rotina;
- quando surgem junto com outros sinais, como alteração do ciclo menstrual ou excesso de pelos.
Quanto antes a acne é avaliada, menor o risco de cicatrizes permanentes.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.
